Meu Limite 191 Países

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15 de julho de 2015

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Bento Gonçalves, dos Vinhos e dos Esportes Radicais

De carona com a kombi Walentina, na companhia do blogueiro Fabio Lima, do fotógrafo Eriberto Almeida Jr e da Denise Holleben, que nos recebeu pela Secretária de Turismo, nos despedimos dos proprietários da Cantina Strapazzon, nos Caminhos de Pedra. Atravessamos a cidade e nos dirigimos para a Rota Rural Encantos da Eulália  um lugarzinho cheio de charme, que encanta e, o melhor... quase inexplorado. Denise, tem suas raízes neste local, sua mãe Dona Lurdes, nos recebeu no casarão da família Toniollo, local que já serviu de cenário para casamentos e eventos. Queijo, salame, pão caseiro, polenta “brustolada”, ou seja, assada na chapa do fogão a lenha, frango ao molho, com aquele sabor caseiro e, é claro, um bom vinho para acompanhar nosso almoço.

De carona com a Kombi Walentina, pela Cantina Strapazzon
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4 de julho de 2015

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Em Bagé, os Vinhos da Campanha e o requinte da Pousada Da Maya

Estamos em Bagé/RS, continuando a viagem, para conhecermos os Vinhos da Campanha, a convite do IBRAVIN – Instituto Brasileiro do Vinho. Somando 570 mil habitantes, onze cidades fazem parte desta região vitícola que buscam a obrigatoriedade da Indicação de Procedência (IP-Campanha): Uruguaiana, Itaqui, Maçambará, Quaraí, Alegrete, Hulha Negra, Rosário do Sul, onde conhecemos a Vinícola Routhier & Darricarrère,  Santana do Livramento, onde conhecemos os Vinhedos Almadén, Vinícola Cordilheira de Sant'Ana e Dunamis Vinhas e Vinhos,  Dom Pedrito, onde conhecemos a Guatambu Estância do Vinho, Bagé, onde estamos agora e conhecemos a Vinícola Peruzzo e a Batalha Vinhas e Vinhos e a cidade de Candiota, onde encerraremos esta rota, conhecendo os vinhedos Bueno Estate.

Restaurante o Porão e Pousada Da Maya
(foto:Gilmar Gomes)
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3 de julho de 2015

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Em Bagé, Vinícola Peruzzo e Batalha Vinhas e Vinhos

Berço do cavalo crioulo... estamos chegando em Bagé/RS, famosa também pela criação de cavalos puro sangue inglês e pela criação de gado de corte,   desde o período do Império, quando a região produzia o charque, com o trabalho dos escravos, e que depois era levado, até o Rio de Janeiro, em lombos de burros. A ovinocultura também faz parte deste cenário, onde o Bioma Pampa de Planície tem destaque. Mas, lentamente, este cenário está se transformando com a chegada dos vinhedos e o fortalecimento de Enoturismo na região da Campanha.

Vinhedo Peruzzo 
(foto:arquivo do blog)
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Em Dom Pedrito pela Guatumbu Estância do Vinho, Excelência no Enoturismo

Esta viagem iniciamos em Porto Alegre, seguimos a Rosário do Sul onde visitamos a Vinícola Routhier & Darricarrère, seguimos a Santana do Livramento e visitamos as vinícolas Almadén, Cordilheira de Sant'Ana e Dunamis. Estas visitas fazem parte do Projeto Imagem promovido pelo IBRAVIN - Instituto Brasileiro do Vinho na qual conhecemos a Região Vitícola da Campanha e Serra Gaúcha, culminando com a Avaliação Nacional de Vinhos - Safra 2014

Guatambu Estância do Vinho
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14 de junho de 2015

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Por Bento Gonçalves, de carona com a Kombi Walentina

Como resido em Bento Gonçalves, sou convidado a receber colegas blogueiros e amigos para mostrar o que temos de melhor na cidade. Foi isso que fez Fabio Lima, blogueiro carioca, do blog INTRIP, entrou em contato comigo para um novo desafio, ou seja, recepcionar e mostrar para Kombi Walentina o que Bento Gonçalves pode proporcionar, em apenas 3 dias... Walentina partiria para Portugal e, em sua memoria, queria levar imagens de lugares diferenciados e, por ser tímida, queria conhecer somente lugares com poucos turistas e ter contato com pessoas locais... Desafio aceito! Com o apoio da secretaria de turismo iniciamos o roteiro e fomos acompanhados pelo fotógrafo Eriberto Almeida Jr.

Pipa Pórtico de Bento Gonçalves
A recepção à Kombi Walentina foi na Pousada do Chalé, no final da tarde. Vital Três, proprietário da pousada, fez as honras da casa. Conhecedor da cidade, proporciona o bem estar dos seus hóspedes, nos sentimos em casa. O cheiro do bolo, recém tirado do forno, acalentou os ânimos... acompanhado por um café, não tem preço. Estamos no final do Outono e inicio do Inverno e o frio da Serra Gaúcha é marcante. Reserve AQUI seu hotel ou pousada em Bento Gonçalves e região 

Pousada do Chalé
A chuva estava forte mas, mesmo assim, seguimos em direção ao distrito de Tuiuti para conhecermos a Vinícola Cainelli, um velho casarão, construído em madeira na parte superior, abriga objetos da família e, na parte inferior construído em pedras, podemos conhecer os produtos elaborados pela família Cainelli. No passado, em 1929, produziam seus vinhos, depois a vinícola foi desativada e a nova geração reativou. O jovem Roberto Cainelli Junior, enólogo, tomou a frente e, surpreendentemente, o espumante Cainelli Brut desbancou outras vinícolas tradicionais, em recente competição, na Grande Prova de Vinhos do Brasil 2014. Nos tintos, o premio maior foi para o vinho “Origem 1929”, com castas Marselan, safra 2011, em contato por 08 meses no carvalho, recebeu Ouro, com pontuação máxima de 92 pontos. Um vinho de cor rubi escuro violáceo, aroma Intenso e frutado, com forte presença de groselhas negras e toque mentolado, tem características marcantes e potencial de guarda. Roberto inovou, saiu um pouco das tradicionais castas, como o Merlot e Cabernet Sauvignon, e elaborou com uvas “Marselan”, que tem sua origem na França, um diferencial que, a exemplo da Vinícola Salvati, elabora vinhos com castas de “Peverela”.

Roberto Cainelli Jr, nos mostrando os produtos elaborados pela vinícola Cainelli
Roberto contou que seus vinhedos estão localizados no pequeno município de Cotiporã, com 06 hectares próprios, e que compram uvas de terceiros, mas sempre com o seu acompanhamento. Deixou “escapar” que é devoto de Nossa Senhora da Uva e nela busca por boas safras. Como nunca tinha ouvido falar, fiz uma busca na internet e ela realmente existe. A imagem mais famosa está no quadro pintado por Pierre Mignard, por volta de 1640, e está exposto no Museu do Louvre em Paris.

Imagem de N.S da Uva, localizada no interior de uma caverna em Santa Tereza/RS
Foto: Roberto Cainelli Junior
Aquecidos pela degustação de vinhos, espumantes, licores, pelo destilado de uvas, a grapa (ou graspa), com 45% graus de álcool, seguimos para o restaurante da Afeto Pousada, recepcionados pelos proprietários, conhecemos suas instalações que é ambientada com objetos antigos, garimpados por eles e seus amigos. Com apenas 1 cabana, 1 suite e dois quartos, possibilita o atendimento personalizado. As geléias e outras guloseimas, servidas no café da manhã, são produzidas na propriedade. Afastada do centro, sua marca é o contato com a natureza. Patos e ovelhas fazem parte do ambiente, contrastando com o lago. Uma antiga camionete Rural, de nome “Dalila”, é oferecida aos hóspedes para passeios pelos vinhedos da região. No fogão à lenha são preparados os deliciosos pratos, e ali mesmo nos servimos... direto das panelas.

Nesta região predomina a descendência italiana, então, a sopa de capeletti, é uma tradição, a base é de massa, recheada com carne moída ou frango, na forma de pequeninos chapeuzinhos. Cada família tem seu segredinho nos temperos. Na sequencia, a polenta mole que aquecia e derretia o queijo. Em quanto nos servíamos da polenta, recordávamos da canção “La Bela Polenta”, muito cantada nas festas coloniais. Nos despedimos da Jô, do Adonis e da pequena Amanda e seguimos para o repouso dos justos.

Sopa de Capeletti servida no restaurante da Afeto Pousada
Após o café da manhã, na Pousada do Chalé, embarcamos na Kombi Walentina, que estava coberta pelo gelo da geada. O frio da noite nem foi percebido devido a degustação dos vinhos, espumantes e pela danada da Graspa... Seguimos em direção ao Distrito de São Pedro, para visitar alguns dos estabelecimentos que fazem parte do Projeto Caminhos de Pedra, (a titulo de curiosidade, o nome Caminhos de Pedra é de minha autoria) uma honra estar novamente no local que, em 1992, criamos este roteiro cheio de charme, assinado pelo Hotel Dall’Onder.

De carona com a Walentina
O roteiro Caminhos de Pedra está a 12 km do centro, de Bento Gonçalves, são residências de famílias descendentes de italianos que aqui se estabeleceram, a partir de 1875. A primeira parada foi no Atelier do artista João Bez Batti, suas esculturas em pedra, estão espalhadas em diversos lugares do planeta. Ele trabalha com a pedra basalto, que é considerada a mais dura das pedras, mas com sua habilidade e ajuda de seu secretário, vão transformando a dura pedra em delicadas obras de arte. Bez Batti é reconhecido internacionalmente, seus traços são marcantes e únicos. Pessoas de poucos sorrisos, quando ouvimos suas teorias e a prática no manejo com as pedras, observarmos um coração lapidado pela arte. Apaixonado por cães e gatos, vive em harmonia com a natureza do local. Encontrei no Blog Paedia esta definição sobre João Bez Batti: “- Certamente ele não conseguirá carregar todas as suas criações, assim, várias rochas trabalhadas ficarão fazendo companhia àquelas que ansiavam se entregar às mãos do João e as consolarão dizendo que a eternidade é uma criança e que muitos joões aparecerão dispostos a escutá-las e a burilá-las.” Isaias Malta

Obras de João Bez Batti
Seguindo, visitamos a Casa Bertarello, que hoje abriga o restaurante Nona Ludia, um casarão construído com pedras, revestida com argamassa feita com palha de trigo, barro e esterco de gado. Arquitetura que retrata a chegada dos imigrantes italianos na região a partir de 1875. Ao lado da casa tem pé de Maria Mola, ou Umbu, sob seu tronco se formou uma pequena caverna, ali os imigrantes dormiam e com uma fogueira se defendiam dos ferozes animais.

Casa Bertarello, construída com pedras, barro, palha de trigo e esterco de animais
Adiante chegamos ao centro do distrito, passando por residências de dois pisos construídas com uma única tabua, a tábua da Araucária. Esta arquitetura em madeira é considerada a melhor arquitetura popular do Brasil, segundo o renomado arquiteto, Júlio Pozzenato.  Viaje tranquilo, faça AQUI seu seguro de viagem

Casas de dois andares construídas com a madeira da araucária
Chegamos na Casa da Ovelha, um casarão em madeira que, no passado, serviu de Hotel e Restaurante. Atualmente, restaurado, abriga a administração da Casa da Ovelha, que fabrica produtos, sem lactose e sem glúten, a partir do leite de ovelhas leiteiras, da raça Lacaune, importadas da França em 1992. Tárcio Michelon, proprietário, nos acompanhou ao estábulo de ordenha e fez as demonstrações do recolhimento das ovelhas, com o direcionamento de seu cão da raça Border Collie. Tárcio foi premiado em diversos concursos internacionais no manejo de cães. É impressionante ver os movimentos do cão a partir dos comandos dele, utilizando apenas um apito e um cajado, como todo condutor de rebanhos. Iogurte, queijos, molhos para massa, doce de leite são alguns dos produtos fabricados a partir do leite das ovelhas, sem esquecer dos delicados cosméticos. Quando estive na Austrália em 2011 pude conhecer as regiões vinícolas de Margaret River e Barossa, um dos dias, fomos conhecer o manejo das ovelhas.   

Com seu cajado e apito, Tárcio da os comandos ao cachorro para recolher as ovelhas 
Chegamos à residência da Família Strapazzon, o cheiro de comida caseira estava no ar, fomos convidados a entrar e uma mesa, com cadeiras para 20 pessoas, chamou a atenção, sinal de que aqui os amigos são bem-vindos, e que a família se reúne em torno da mesa, para as refeições. Aliás, comida e casa cheia, é uma forte característica dos descentes de italianos que aqui residem. Não basta uma porção, o prato deve estar cheio. Ali a Dona Gema, com sorriso no rosto, preparava os Tortéi, um prato a base de massa, em formato de pastel, recheado com preparo a base de morangas e um leve toque de noz moscada, cozido em água fervente, servido com um delicioso molho.

Dona Gema preparando o almoço em seu fogão a lenha
Caminhamos em meio as lindas camélias, com a proprietária Cristiane Arsego Strapazzon, até a velha Cantina Strapazzon (vinícola), construída em pedras, inicialmente foi residência da família e agora é vinícola. Este local foi cenário do filme “O Quatrilho”, rodado em 1995, com as atrizes Gloria Pires e Patrícia Pilar, e foi indicado ao Oscar.

Camélias embelezam a região em pleno inverno
Pés de uva, com mais de 100 anos, ainda resistem ao tempo e cercam a pequena cantina, em seu interior, na época da colheita, entre fevereiro e março, pode-se participar da colheita e ver o processo manual na elaboração dos vinhos. Neste local são comercializados vinhos, licores, graspas, geléias, biscoitos, embutidos, e um pão caseiro preparado pela Dona Gema, que é dos Deuses... recomendo.

Cantina Strapazzon, em seu entorno, vinhedos com mais de 100 anos
Partimos em direção aos Encantos da Eulália, como temos que atravessar a cidade, este assunto ficará para o próximo post.

Namastê! O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você.

Mauro César Noskowski

Veja o vídeo do Blog INTRIP pelos Caminhos de Pedra


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CAT - Centro de Atendimento ao Turista de Bento Gonçalves 

Interior do Santuário de Santo Antônio, localizado no centro de Bento Gonçalves

Altar do Santuário de Santo Antônio

João Bez Batti com o molde de uma nova obra de arte
Casa da Ovelha, antigamente foi um hotel

Cão da raça Border Collie, utilizado para o manejo de ovelhas

Rebanho de ovelhas da raça Lacaune

Arvore Maria Mola ou Umbu

Casa da família Barp

Flor Camélia

Pelos vinhedos da Família Strapazzon

"Caminhos de Pedra", a criação deste nome, foi de minha autoria

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2 de abril de 2015

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Dreher, um legado na produção dos Vinhos Don Giovanni em Pinto Bandeira

Vamos falar um pouco mais de Pinto Bandeira, este pequeno município que foi distrito de Bento Gonçalves e  era conhecido como Nova Pompéia. Em 1938, o então presidente do Brasil, Getúlio Vargas, iniciou a  “Campanha de Nacionalização” e proibiu a fala de idiomas estrangeiros nas escolas, em público e inclusive nas cerimônias religiosas. Por isso a mudança do nome Nova Pompéia (a cidade de Pompéia fica na Itália) para Pinto Bandeira, uma homenagem ao herói militar Rafael Pinto Bandeira.

Vinícola Don Giovanni
Emancipado de Bento Gonçalves, em 1996, criou a Associação ASPROVINHO, e em 2010 obteve o IP – Indicação de Procedência Nacional. O pesquisador da EMBRAPA Uva e Vinho, Jorge Tonietto, explica “- que a certificação resulta na fidelização do cliente, que identificará, sob a etiqueta da Indicação de Procedência ou Denominação de Origem, um produto de qualidade e com características locais, peculiares a um denominado lugar.” Fonte: Revista Bon Vivant. 

Vinhedos Don Giovanni
Pinto Bandeira se destaca pelo terroir que tem características típicas para os espumantes. As variedades ChardonnayPinot Noir e Riesling Italico se adequaram a esta região delimitada em 81,3 quilômetros quadrados, onde as 06 vinícolas associadas (Don Giovanni, Pompeia, ValmarinoGeisse, Aurora e Terraças) apostam fortemente nestas variedades para a produção, de qualidade, voltada aos espumantes finos. O Vale dos Vinhedos, em 2002, foi o precursor em obter a certificação de IP e em 2012 obteve também a certificação DO – Denominação de Origem. 

Dos grãos aos melhores vinhos e espumantes
Enoturismo, em Pinto Bandeira, vem crescendo gradativamente. Não como um turismo de massa, mas um turismo para quem busca aquele lugarzinho diferenciado, com características próprias. Nota-se que os alemães chegaram aqui, a família Dreher por exemplo. Os imigrantes italianos predominam, mas os poloneses, espanhóis, suecos, chilenos e luso-brasileiros também fazem parte da história de Pinto Bandeira, inclusive, na Linha Jansen, encontra-se o Museu Sueco – Svenska Kulturhuset, com demonstração da fabricação artesanal de barbante corda de linho. Visitas devem ser agendadas por este e-mail: vilmabohm@ibest.com.br ou pelo fone: (54) 3504-2019 
Museu Sueco - Svenska Kulturhuset (foto: site da Prefeitura)
Pinto Bandeira tem um charme especial, com toques da região de Barossa, na Austrália, região conhecida pela produção de vinhos brancos introduzidos pelos alemães que lá se estabeleceram, cercado por vinhedos, o diferencial esta nas araucárias, com casarões, que preservam a história e a cultura do local, sem a intervenção arquitetônica de grandes aranhas céus. Conheça Pinto Bandeira, brinde com espumantes do local e apaixone-se. 

Jogo de Xadrez a disposição dos hospedes na Pousada Don Giovanni
Ainda no pequeno município de Pinto Bandeira, nos despedimos da Vinícola Geisse e seguimos para a Vinícola Don Giovanni.  Dos 50 hectares de área, da propriedade, 18 hectares são de vinhedos e, em Villa Cristina, tem mais 4 hectares de vinhedos. Além dos vinhedos, onde anualmente são elaboradas 200 mil garrafas de vinhos e espumantes, aqui são produzidas 20 mil flores de alcachofra, que são congeladas e utilizadas no preparo de risotos servidos, com exclusividade, aos clientes e principalmente aos hóspedes, no restaurante da pousada,  um casarão construído em 1930 que disponibiliza sete apartamentos, com móveis antigos. Em um dos quartos,   um confessionário foi transformado em roupeiro... Pelas janelas vemos a paisagem cercada pelos vinhedos.
Do lado esquerdo o casarão que abriga a Pousada e a direita a Vinícola Don Giovanni Paisagem de Outono. Marcando presença!
Lembram do Conhaque Dreher?  Pois é, anteriormente a propriedade era uma estação experimental da extinta Fábrica Dreher. Beatriz Dreher Giovaninni, neta de Carlos Dreher, o fundador, é a proprietária. Bita, como é carinhosamente conhecida, sempre foi uma batalhadora, guerreira e inovadora do local. E mantém a tradição herdada, desde os primórdios 1882, quando a família Dreher chegou ao Sul do Brasil. Seu bisavô era do Sul da Alemanha. Já sua avó materna nasceu nas proximidades de Frankfurd e casou com Carlos Dreher, nascido em Santa Cruz do Sul/RS. Em 1905 se aventurou no mundo do vinho quando chegou a Bento Gonçalves. 

Dona Bita, um brinde a vida, com espumante "Dona Bita"
(foto: Luciano Garcia)
Bita é casada com Ayrton Giovannini e foi este sobrenome que inspirou a família a criar a vinícola Don Giovanni. Falando em Bita... estive na propriedade em outra ocasião, era época de colheita, e tive a oportunidade de ver a própria Dona Bita participar da colheita. Ela arregaça as mangas e com a tesoura colhe cacho por cacho. Em sua homenagem foi elaborado o espumante Dona Bita Brut, com 48 meses de maturação, perlage contínuo, tem coloração amarelo dourado, borbulhas pequenas e de grande intensidade. Aromas maduros e doces como o mel, brioche, banana e abacaxi são percebidos no olfato. 

Don Giovanni e Dona Bita, casamento perfeito
Na sala de degustações a enóloga Juliana Toniolo Rossato fez a apresentação dos vinhos e espumantes e iniciamos outra batalha de degustação... Stravaganza foi o primeiro espumante apresentado, ideal para festas à beira da piscina e aos iniciantes do consumo de brut por não ser tão agressivo, em outras palavras, não é muito amargo. Depois nos apresentou o espumante Don Giovanni, lembra, levemente, os tostados grãos de café, segue por 24 meses de maturação e finalizamos com o Dona Bita Brut.

Espumantes elaborados pela Don Giovanni
Atualmente, Daniel Panizzi, genro de Dona Bita, é quem administra a vinícola. A empresa elabora, há 14 anos, a linha Anquier, marca do conhecido cheff  Olivier Anquier. Também é notória a preocupação com o design na apresentação das garrafas, rótulos são assinados por artistas, que lembram o sudeste asiático... inovador... o que seria da música clássica, se todos gostassem do Funk??? 

Arte diferenciada nos rótulos  
Terminada a degustação, fomos jantar no restaurante da propriedade. Luz de velas faz parte da ambientação, além de objetos típicos da região e da vinícola, como uma garrafa de vinho com tecido em xadrez avermelhado é a marca do vinho ao estilo de Chianti.  Nos serviram o tradicional risoto com alcachofras, um delicioso frango preparado com especiarias e, de sobremesa, figos, também produzidos aqui, cozidos com brandi e acompanhados por cassata com calda de leveduras... dos deuses..  tudo harmonizado por três variedades de vinho e por dois espumantes, finalizando com brandi. O valor por pessoa é de R$ 85,00. Outra opção da casa é codornas com polenta, o preço é de R$ 120,00, por pessoa.
Eu recomendo, o sabor é dos Deuses
Para quem busca hospedagem neste paraíso em meio aos vinhedos da Don Giovanni, a pousada disponibiliza apartamentos de casal, com diárias, por R$ 300,00, suíte por R$ 375,00 e a cabana por R$ 450,00, incluindo o café da manhã, visitação à vinícola e degustação de cinco produtos. O hóspede pode usufruir de passeios de bicicleta e caminhadas pelos vinhedos, jogo da bocha, piscina ao ar livre, jogo de xadrez gigante e, na época da colheita... quem sabe colher uvas??  
Detalhes na iluminação do Restaurante Don Giovanni
Esta viagem foi realizada a convite IBRAVIN, na qual agradeço por ter participado do Projeto Imagem, e tive o imenso prazer em conhecemos a região da Campanha, na qual visitamos as vinícolas e vinhedos Routhier & Darricarrère, Almaden, Cordilheira de Santana e Dunamis,Guatambu, Peruzzo e Batalha, Assoc.Vinhos da Campanha e Bueno Bellavista . Já na  Serra Gaúcha conhecemos o Spa do Vinho no Vale dos Vinhedos, a Dal Pizzol na Rota das Cantinas Históricas, Cave Geisse e Don Giovanni em Pinto Bandeira e finalizamos com a Avaliação Nacional de Vinhos, safra 2014, a maior avaliação do Planeta. 

Namastê! O Deus que habita em mim saúda o Deus que habita em você. 

Mauro César Noskowski 

Hospedagem | Seguro Viagem | 
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Araucárias e vinhedos, um diferencial na paisagem de Pinto Bandeira
 
Uvas tintas Don Giovanni
  

Uvas brancas Don Giovanni

Espumantes Don Giovanni, preparados para o consumidor final

Espumantes

Em cada lote, uma arte da enologia 


Vinhos, um processo, uma vida

Espumantes de guarda, conhecer o que se elabora, é dar nova vida

Espumantes Don Giovanni

A história da família Dreher é preservada
"quem não conhece seu passado, não sabe a direção de seu futuro"

Variedades de uvas


Brandy, a receita veio com o seu avô Carlos Dreher, envelhecido em barricas, por no minimo 12 anos, antes de ir ao mercado. Com sabor marcante e adocicado, uma relíquia.  

A enóloga, Juliana Rossato, nos proporcionou sensações nas degustações

Na parte superior do casarão estão os apartamentos e na inferior o restaurante

No Outono, este visual é proporcionado pelos plátanos que cercam a pousada

Ambientação no Hall do Restaurante

Obras de arte de diversos artistas estão pelos ambientes da propriedade. Victor Hugo Porto, Armando González, Miriam Postal, Alexandre Porto, Ivalino José Postal e 
Adelina Maioli personalizaram os ambientes. 

Detalhes a mesa

Guardanapo com a gaiola de arame que prendem as rolhas dos espumantes, criatividade

O restaurante é todo em pedras de basalto, outros detalhes na ambientação

A salada

Risoto de alcachofras, marca da casa Don Giovanni

Não sabe o que fazer com as rolhas das garrafas de vinho? eis uma alternativa

Vinhedos Don Giovanni

Em que mesa será servido o espumante a partir destas uvas?
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